Improvisação, choro, swing, jazz, samba, eletrônico, mutação, tradição, Brasil contemporâneo, música... simplesmente música.
O choro já foi gênero, estilo, maneira de tocar, enfim, recebeu uma série de conceitos (e preconceitos) que lhe deram feições e rótulos. Para a Camerata Brasileira, o choro é uma celebração da vida: mais do que técnica ou saber é conhecimento e arte, e como tal transcende a música e se transporta para o dia-a-dia. Se o fazem em duas ou três partes, no estilo correto, com as estruturas adequadas, enfim... não importa. Fazem-no simplesmente porque é música, e é o que gostam de fazer, por imperiosa necessidade que, se biológica ou estética, não o sabem.
Assinam suas criações com toques pessoais, nas quais podem ser identificadas muitas das contribuições que, paulatinamente, cada um deles traz para a construção do todo. Fontes? Bebem em muitas... Talvez em todas as elencadas no início deste texto.
Seu repertório contempla atualmente obras de Pixinguinha, Baden Powell, Hermeto Pascoal, Jacob Do Bandolim, Sivuca, Heitor Villa-Lobos e Tom Jobim, além de composições próprias. Porém não estranhe se aparecerem com algum compositor desconhecido, com alguma "esquisitice" musical ou com alguma proposta pouco ortodoxa. Afinal, seu norte é a música... simplesmente música.
Marcello Campos
Jornalista